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Curso de Formação Psicopedagógica de Curta Duração

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INTRODUÇÃO

A Universidade Aberta ISCED (UnISCED), uma instituição moçambicana privada de Ensino Superior, vai ministrar, de 5 de Outubro a 25 de Novembro de 2026, o Curso de Formação de curta duração em Psicopedagogia (7 Semanas), em regime online, com emissão de certificado.

As inscrições de candidatos para a frequência deste curso decorrerão de 17 de Agosto a 30 de Setembro de 2026.

PÚBLICO ALVO

O Curso de Formação de curta duração em Psicopedagogia destina-se a docentes universitários, interessados em reforçar as suas competências psicopedagógicas para o exercício da actividade docente, no ensino superior.

PRINCIPAIS ÁREAS DE FORMAÇÃO

O Curso de Formação de curta duração em Psicopedagogia aborda conteúdos orientados para o desenvolvimento e aperfeiçoamento da prática docente, com particular atenção ao contexto do ensino superior e do ensino a distância.

Ao longo da formação serão abordadas  as seguintes temáticas:

  • Introdução a Psicopedagogia;
  • Andragogia na prática docente;
  • Desenvolvimento humano e aprendizagem;
  • Planificação do processo de ensino-aprendizagem;
  • Avaliação da aprendizagem no Ensino a Distância.

A formação procura proporcionar aos participantes conhecimentos e ferramentas que contribuam para uma prática docente mais reflexiva, inclusiva, participativa e centrada no processo de aprendizagem dos estudantes.

PROCEDIMENTOS PARA INSCRIÇÃO

A inscrição para a frequência do Curso de Formação de curta duração em Psicopedagogia é feita online, preenchendo a respectiva ficha, disponível no link:  https://forms.gle/yLMm2XVca4SKQrXH9

No acto da inscrição online o candidato deverá submeter também os seguintes documentos: 

  • Comprovativo bancário do pagamento da taxa única de participação no curso, não reembolsável, no valor de 3.150,00 MT para docentes que prestam ou prestaram serviços de tutoria e/ou de supervisão à UnISCED e de 3.675,00 MT para os restantes candidatos.
  • Bilhete de Identidade ou Passaporte para os candidatos nacionais e DIRE ou Passaporte para os candidatos estrangeiros.

Os valores da Taxa de Participação devem ser depositados na conta bancária abaixo indicada:

  • Nome do Titular: IAPED HOLDINGS SA
  • Banco: BIM – Banco Internacional de Moçambique (Millennium Bim) 
  • Nº da conta: 1234302206
  • NIB: 000100000123430220657
  • IBAN: MZ59000100000123430220657
  • Swift: BIMOMZMXXXX 

Os talões de depósito ou borderaux de transferência deverão apresentar o nome do candidato na descrição.

INFORMAÇÕES ADICIONAIS

Para mais informações contacte a equipa organizadora da UnISCED, através do seguinte endereço:

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Genocídio em Conflitos Étnicos Africanos: O papel do TPI, Ruanda e Sudão do Sul

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  • Almir Santos Reis Junior 
  • Grácio Carlos José Muchanga

Introdução

Este artigo de Almir Santos Reis Junior e Grácio Carlos José Muchanga investiga a eficácia do Direito Internacional Penal na responsabilização de líderes políticos por genocídio na África, comparando a actuação do Tribunal Penal Internacional para Ruanda (TPIR) com a intervenção (limitada) do Tribunal Penal Internacional (TPI) no conflito do Sudão do Sul.

Esta pesquisa partiu do seguinte questionamento: “até que ponto os mecanismos actuais do TPI e o princípio da complementaridade são suficientes para garantir responsabilização efectiva de líderes em contextos de genocídio na África contemporânea?”

De forma preliminar, os autores considerara que apesar da evolução jurídica da tipificação, a dependência da cooperação estatal e a percepção de viés anti-africano do TPI criaram barreiras políticas que blindam as lideranças actuais, algo bem diferente do que ocorreu no Ruanda pós-conflito.

Fundamentação Teórica

Os autores destacam, apoiados em Schabas (2009), que a distinção entre Genocídio e crimes contra a humanidade não está na gravidade numérica das vítimas, mas na intenção específica (dolus specialis) de destruir um grupo enquanto tal. Provar essa intenção é muito mais oneroso do que provar crimes contra a humanidade, o que explica por que, no Sudão do Sul, se prefere falar em “limpeza étnica” a “genocídio”.

Como confissões directas são raras, os tribunais dependem de inferência a partir de padrões de conduta (escala das atrocidades, selecção sistemática de vítimas, discurso desumanizante). O Ruanda ofereceu terreno probatório mais acessível (Estado hierarquizado, rádio como vector de ódio explícito — caso RTLM); o Sudão do Sul, ao contrário, tem milícias fragmentadas e cadeias de comando opacas, dificultando a prova.

O Tribunal tem jurisdição potencialmente global, mas nenhuma força coercitiva própria, depende inteiramente da cooperação dos Estados. Isso é ilustrado pelo caso Darfur (Omar al-Bashir nunca foi preso apesar do mandado) e se agrava no Sudão do Sul, que sequer é signatário do Estatuto de Roma.

O artigo 17 do Estatuto de Roma prevê que o TPI só actua quando o Estado não quer ou não pode julgar. Nouwen (2013) identifica três cenários problemáticos (incapacidade física, falta de vontade política, justiça simulada). No Sudão do Sul, os autores argumentam que a complementaridade se torna ficcional, pois o sistema judicial está subordinado a um executivo militarizado incapaz de processar figuras de alto escalão.

A União Africana acusa o TPI de selectividade neocolonial (foco desproporcional na África). O Protocolo de Malabo (2014), que pretende ampliar a jurisdição do Tribunal Africano de Justiça e Direitos Humanos, inclui cláusula de imunidade para chefes de Estado em exercício, contradizendo frontalmente o artigo 27 do Estatuto de Roma, que nega qualquer imunidade.

Após o atentado contra o avião do presidente Habyarimana, o genocídio contra os tutsis matou cerca de 800 mil pessoas em cem dias. O Conselho de Segurança da ONU criou o TPIR (Resolução 955), sediado em Arusha. O tribunal foi pioneiro: o caso Akayesu (1998) foi a primeira condenação internacional por genocídio e reconheceu a violência sexual como acto constitutivo do crime; o ex-primeiro-ministro Jean Kambanda foi condenado, provando que a responsabilidade penal atinge o topo do Estado. Ao todo, o TPIR indiciou 93 pessoas, condenou 62 e absolveu 14.

No Sudão do Sul, a guerra civil eclodiu quando o presidente Salva Kiir (Dinka) acusou o vice-presidente Riek Machar (Nuer) de tentativa de golpe. Estima-se 400 mil mortos, com massacres, estupros em massa e deslocamento forçado, que a ONU caracteriza como “limpeza étnica” com indicadores de genocídio. Como o país não é parte do Estatuto de Roma, o TPI não tem jurisdição automática, e uma referência do Conselho de Segurança é improvável dado o veto potencial de Rússia e China. O Acordo de Paz Revitalizado de 2018 previu um Tribunal Híbrido para o Sudão do Sul (sob a União Africana), mas até hoje não foi operacionalizado. Os próprios líderes que deveriam autorizá-lo seriam seus primeiros réus.

DimensãoRuanda (1994) – TPIRSudão do Sul (2013–atual)
Vontade política internacionalAlta; financiamento robusto da ONUBaixa/fragmentada; foco em estabilidade política
Responsabilização de elitesEfectiva: primeiro-ministro, ministros e generais condenadosInexistente: líderes das facções permanecem no poder
Tipificação do crimeGenocídio amplamente reconhecido e julgado“Violência étnica politizada”; relutância em usar o termo

Resultados

•  O modelo do TPIR — imposto “de fora para dentro”, com primazia jurisdicional sobre as cortes nacionais, foi muito mais eficaz do que o modelo actual, baseado em complementaridade e cooperação regional, que no Sudão do Sul resultou em paralisia.

•  O TPI enfrenta uma crise de legitimidade na África, alimentada pela selectividade de seus casos (por que investigar a Líbia e não o Sudão do Sul?) e pela narrativa de instrumento neocolonial.

•  A cláusula de imunidade do Protocolo de Malabo é apontada como o “maior retrocesso normativo” na luta contra a impunidade no continente, permitindo que líderes como Salva Kiir e Riek Machar permaneçam intocáveis, protegidos por uma “paz negativa” (mera ausência de guerra aberta) que prioriza estabilidade política sobre justiça.

A responsabilização penal, por si só, é necessária mas insuficiente. Os autores defendem, com base em Mamdani (2001) e na experiência dos tribunais Gacaca ruandeses, uma abordagem holística que combine sanção penal, reparação e mecanismos locais de verdade e reconciliação.

Conclusões

Os autores concluem que a arquitetura normativa da justiça internacional nunca foi tão sofisticada, mas sua aplicação prática sofre um retrocesso político significativo. O TPIR conseguiu estabelecer a verdade judicial sobre o genocídio ruandês e punir seus mentores; já a ausência de intervenção judicial efetiva no Sudão do Sul normalizou a violência étnica como ferramenta de negociação política.

A responsabilização efectiva não depende de uma única “bala de prata” jurídica, mas de articulação entre definições jurídicas precisas, padrões probatórios adaptados aos conflitos modernos e vontade política real.

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A Sustentabilidade da Produção da Cana-de-Açucar

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O artigo “A Sustentabilidade da Produção de Cana-de-Açúcar: Uma Revisão Sistemática dos Indicadores de Sustentabilidade” aborda a crescente importância da produção de cana-de-açúcar no mundo, destacando os seus impactos económicos, ambientais e sociais. Embora contribua significativamente para a economia de muitos países, a produção de cana-de-açúcar também provoca problemas como emissões de gases de efeito de estufa, perda de biodiversidade e conflitos sobre o uso da terra. Por isso, é essencial avaliar a sua sustentabilidade através de indicadores que considerem estas dimensões.

A pesquisa faz uma revisão da literatura sobre o tema, identificando 119 indicadores de sustentabilidade distribuídos entre as dimensões económica (38,7%), ambiental (31,1%) e social (30,3%). A análise revela que, na dimensão ambiental, os indicadores mais frequentes estão relacionados com as emissões de gases de efeito estufa e a gestão da água. Na dimensão social, destacam-se indicadores sobre a geração de emprego e o bem-estar das comunidades locais. Já na dimensão económica, os indicadores mais comuns envolvem a produtividade e o lucro da produção de cana.

A maioria dos estudos encontrados não mediu esses indicadores de maneira quantitativa, o que limita a sua eficácia na avaliação da sustentabilidade. A revisão sugere que a escolha dos indicadores depende do contexto do estudo e dos interesses do investigador, sendo fundamental adotar uma abordagem inclusiva na selecção dos mesmos, envolvendo todas as partes interessadas. Além disso, os investigadores devem considerar as especificidades geográficas e culturais ao aplicar os indicadores em diferentes regiões.

Por fim, o estudo conclui que a sustentabilidade da produção de cana-de-açúcar deve ser abordada de forma integrada, considerando as dimensões ambiental, económica e social. A pesquisa sugere que estudos futuros devem avaliar a sustentabilidade em todas as fases da produção, desde o cultivo até a transformação da cana na fábrica.

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Impacto  da  Liderança  no  Desempenho  das  Organizações

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Este estudo evidencia as diferentes formas de percepção da liderança, destacando-se os estilos liberal, democrático e autocrático, cada um com implicações distintas que podem gerar efeitos benéficos ou prejudiciais tanto para a organização quanto para os colaboradores. Tal com acontece em muitas empresas, os resultados desta pesquisa demonstram que, na CREDE Moçambique, predomina uma estrutura de liderança autocrática, uma vez que 60% dos funcionários afirmaram que as decisões são centralizadas e que a comunicação ocorre predominantemente de cima para baixo.

Contudo, os pesquisadores não excluem a presença de outros estilos de liderança identificados pelos colaboradores da mesma organização. Cerca de 24% dos inquiridos consideraram a liderança praticada como democrática, enquanto 16% a classificaram como liberal. Essa diversidade de percepções pode estar relacionada às especificidades de cada sector em que os colaboradores estão inseridos.

Perante este cenário, Mocumba e Armindo (2025) explicam que as organizações ajustam os seus estilos de liderança em função das características do líder, do perfil da equipa, dos objectivos institucionais e do contexto organizacional. Para sustentar esta perspectiva, os autores recorrem a Chiavenato (1999), que defende que as organizações adoptam, de modo geral, três estilos clássicos de liderança: democrática, autocrática e laissez-faire.

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Ensino híbrido e o desenvolvimento de competências dos profissionais do sector agrário das áreas remotas em Moçambique

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  • Gabriel Viegas
  • Eduardo Horácio 
  • Leonardo Sambo

Ensino híbrido no contexto Moçambicano

Num país onde os cursos superiores oferecidos na modalidade online, na área agrícola, são ainda escassos, o estudo sobre o papel do ensino híbrido no desenvolvimento de competências profissionais no sector agrário das zonas rurais em Moçambique revela-se de grande relevância. Os autores partem do pressuposto de que as zonas rurais são tipicamente agrícolas, embora os profissionais que aí actuam continuem a enfrentar desafios relacionados com a qualidade da produção agrícola.

Neste contexto, o ensino híbrido surge como uma opção eficiente e inovadora, que tem sido desenvolvida e explorada com o objectivo de alcançar este público e responder às suas necessidades. Por ensino híbrido entende-se um sistema misto, que combina a componente tradicional presencial com a instrução online (Hino & Kahn, 2016; Spring et al., 2019).

No contexto agrícola, este modelo de ensino é particularmente relevante para os profissionais das zonas rurais, pois possibilita o acesso a recursos que, muitas vezes, não estão disponíveis localmente. É por meio deste tipo de ensino que se torna possível ultrapassar os desafios da prática agrícola tradicional, através da introdução de técnicas modernas, contribuindo assim para o aumento da produtividade e para a sustentabilidade das comunidades agrícolas rurais (Hino & Kahn, 2016; Spring et al., 2019).

O ensino híbrido no meio rural: Sua aplicabilidade e eficiência

Os resultados da pesquisa revelam que a ausência do ensino híbrido voltado para a área agrícola em Moçambique constitui um dos factores que contribuem para a longa interrupção na continuidade da formação académica após o ensino médio e/ou técnico-profissional. Outrossim, os dados demonstram que o ensino híbrido representa uma solução viável e eficiente para a continuidade dos estudos de muitos trabalhadores que actuam no meio rural, particularmente no sector da agricultura.

Paradoxalmente, esta perspectiva contraria os achados de Akeredolu (2020), segundo os quais cerca de 34,76% dos candidatos ao ensino superior em Extensão Rural, em Moçambique, manifestam preferência pelo ensino presencial. No mesmo quadro contraditório, esta pesquisa indica que os empregadores demonstram maior preferência pelo ensino híbrido, uma vez que este modelo não compromete o desempenho das actividades profissionais dos colaboradores das empresas.

Vantagens do Ensino Híbrido

No conjunto das vantagens, os pesquisadores destacaram a flexibilidade como o principal benefício, por permitir conciliar os estudos com as actividades laborais. Uma segunda vantagem identificada foi a integração da componente prática nos campos de produção da instituição e dos seus parceiros, o que contribui para a consolidação dos conhecimentos teóricos. Por fim, os autores da pesquisa referiram a disponibilidade do material na plataforma, acessível a qualquer momento, como uma das vantagens significativas deste modelo de ensino.

Desafios do Ensino Híbrido

O primeiro e mais visível desafio identificado nos resultados desta pesquisa diz respeito aos custos de internet para o acesso aos conteúdos. Seguem-se, como outros desafios, o intercâmbio estudantil e, por fim, a autodisciplina académica dos estudantes.

Importa sublinhar que, neste modelo de ensino, as tecnologias desempenham um papel fundamental e, portanto, devem ser devidamente consideradas na sua implementação. Tanto os estudantes como os tutores precisam de estar familiarizados com as tecnologias disponíveis, bem como em condições de as manipular, interagir e produzir conteúdos no ambiente virtual.

Os autores concluem que o ensino híbrido, no sector da agricultura, contribui significativamente para a progressão académica e profissional dos trabalhadores desta área. Sendo a agricultura uma actividade que exige a presença constante dos profissionais no campo, os autores reforçam a eficácia do modelo de ensino híbrido como resposta a esta realidade.

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UnISCED acolhe apresentação de soluções tecnológicas para inclusão de pessoas com deficiência na educação online

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A Universidade Aberta ISCED (UnISCED) realizou, no dia 14 de Agosto de 2026, na cidade da Beira, uma Sessão de Apresentação e Demonstração de Soluções Tecnológicas para Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Online. O evento surge como espaço para apresentação de resultados de pesquisa conduzida pelo colaborador da UnISCED, Celestino Pempe, conducente ao seu grau de Doutor em Ciências e Tecnologia Web, que investiga  “Framework Conceptual para Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Online”.

Coube ao Reitor da UnISCED, Prof. Doutor Martins Laida, que enalteceu a iniciativa de Pempe, como um estudo que visa elevar a instituição como promotora da inclusão no processo do ensino Online. O principal objectivo da investigação é desenvolver um framework conceptual para promover a inclusão efectiva de pessoas com deficiência na educação online, articulando dimensões pedagógicas, tecnológicas e de governança, de modo a contribuir para ambientes virtuais de aprendizagem mais acessíveis, inclusivos e equitativos.

A sessão constituiu uma das etapas de apresentação, demonstração e validação das soluções desenvolvidas durante a investigação, permitindo igualmente recolher opiniões, experiências, sugestões e recomendações dos diferentes intervenientes. O processo contou com particular envolvimento de pessoas com deficiência auditiva, enquanto grupo-alvo de implementação e avaliação de algumas das soluções propostas.

Durante o evento, foram apresentados os principais fundamentos e resultados da investigação, bem como demonstradas diferentes soluções destinadas a apoiar a inclusão e a acessibilidade na educação online. Entre elas destacaram-se o Framework Conceptual para Inclusão de Pessoas com Deficiência na Educação Online, o Modelo Pedagógico Inclusivo, propostas no domínio da Política Institucional de Inclusão e Acessibilidade, recursos educacionais digitais acessíveis, adaptações realizadas no ambiente virtual de aprendizagem e a integração de Tecnologias Assistivas, incluindo soluções de apoio às pessoas com deficiência auditiva.

A sessão contou com uma representação diversificada da comunidade universitária e de organizações da sociedade civil, reunindo mais de 30 participantes.

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Gerson Albino Moura Chitula

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Gerson Albino Moura Chitula

Pesquisador do Mês de Julho – 2026

Neste mês de Julho, destacamos o percurso académico e científico de Gerson Albino Moura Chitula, docente universitário e investigador moçambicano, especializado nas áreas de Gestão Ambiental e Recursos Hídricos. Natural da cidade da Beira, província de Sofala, é Mestre em Gestão Ambiental e Recursos Hídricos e Doutorando em Geografia, na área de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.

Exerce funções de docente na Universidade Aberta ISCED (UnISCED), onde lecciona disciplinas relacionadas com Gestão Ambiental, Geoprocessamento, Ecologia, Recursos Hídricos, Biossegurança, Ecoturismo e Metodologia de Investigação Científica.

A sua actividade científica concentra-se nas áreas de gestão ambiental, alterações climáticas, geotecnologias aplicadas ao ambiente, Sistemas de Informação Geográfica (SIG), sensoriamento remoto, gestão de recursos hídricos, ordenamento do território, riscos naturais e desenvolvimento sustentável.

No âmbito da investigação, tem desenvolvido estudos com enfoque no mapeamento e análise de áreas susceptíveis a inundações e erosão, bem como na avaliação da qualidade ambiental e aplicação de tecnologias geoespaciais ao estudo do território. O seu trabalho contribui para a produção de conhecimento científico aplicado aos desafios ambientais de Moçambique, particularmente nas áreas de prevenção de riscos, gestão dos recursos naturais e desenvolvimento sustentável.

Ao longo da sua carreira académica, tem participado em congressos científicos nacionais e internacionais, apresentando trabalhos relacionados com a gestão sustentável dos recursos naturais e a redução dos riscos ambientais. O seu percurso evidencia um compromisso contínuo com a investigação científica, a formação de recursos humanos e a procura de soluções sustentáveis para os desafios ambientais que afectam Moçambique.

PUBLICAÇÕES CIENTÍFICAS

Chitula, G. M., Armindo, A. F., Cherinda, N., & Ussene, L. R. (2024).
Mapeamento de ocorrência das áreas verdes como indicadores da qualidade ambiental na cidade da Beira-Moçambique. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar, 5(3), Artigo e535059.
Disponível em: https://doi.org/10.47820/recima21.v5i3.5059

Chitula, G. M., & Juma, D. (2024).
Análise das áreas de risco de erosão na bacia hidrográfica do Licungo-Moçambique. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar, 6(1), Artigo e616082.
Disponível em: https://doi.org/10.47820/recima21.v6i1.6082

Chitula, G. M., Armindo, A. P. F., Cherinda, N., & Ussene, L. Y. R. (2024).
Mapeamento de áreas susceptíveis a risco de inundação na bacia Hidrográfica do Púnguè, Moçambique. RECIMA21 – Revista Científica Multidisciplinar, 5(9), Artigo e595644.
Disponível em: https://doi.org/10.47820/recima21.v5i9.5644

Chitula, G. M., Victor, V. B., Wairosse, W. M., & Cherinda, N. F. (2026).
Índice de Umidade do Solo (IUS) por meio da Temperatura de Superfície e do Índice de Vegetação por Diferença Normalizada: Estudo de Caso do Distrito de Angónia, Moçambique. International Journal Semiarid, 9(3), Artigo 666.
Disponível em: https://doi.org/10.56346/ijsa.v9i3.666

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UnISCED recebe visita da Universidade Aberta do Zimbabwe

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A Universidade Aberta ISCED (UnISCED) recebeu uma visita de benchmarking da Universidade Aberta do Zimbabwe (Zimbabwe Open University – ZOU), representada pelo Director do Instituto de Formação em Tecnologias de Informação, Sr. Mathew Wvenge.

A delegação foi recebida pelo Pró-Reitor para a Área Pedagógica da UnISCED, Prof. Doutor Jeffy Mukora, num encontro dedicado à partilha de experiências sobre transformação digital, governação das tecnologias de informação e inovação na prestação de serviços académicos.

A visita teve como objectivo conhecer o modelo de transformação digital da UnISCED, a arquitetura dos seus sistemas institucionais e as soluções tecnológicas que sustentam a gestão académica e administrativa da Universidade. A delegação inteirou-se igualmente do funcionamento dos Centros de Recursos, modelo descentralizado que aproxima os serviços académicos, administrativos e tecnológicos dos estudantes em diferentes regiões do país.

Durante o encontro, foram apresentados os mecanismos de organização do Registo Académico, a separação funcional entre os processos de admissão, gestão de registos, exames e certificação, bem como as práticas que asseguram a integridade da informação académica e a eficiência dos serviços prestados.

A delegação conheceu ainda o ecossistema digital da UnISCED, assente na integração entre o sistema de informação académica eSura, a plataforma de aprendizagem Moodle e o Google Workspace, soluções que permitem uma gestão articulada dos processos de ensino, aprendizagem, comunicação e administração universitária.

As discussões incidiram também sobre governação das tecnologias de informação, integração de sistemas institucionais, arquitetura empresarial, gestão de identidades e acessos, proteção de dados, cibersegurança e infraestruturas tecnológicas, evidenciando a importância do alinhamento entre a transformação digital e os objetivos estratégicos da Universidade.

No final da visita, o Sr. Mathew Wvenge manifestou satisfação pelas boas práticas observadas, destacando a experiência da UnISCED como uma referência relevante para o processo de modernização tecnológica da Universidade Aberta do Zimbabwe.

O encontro permitiu ainda identificar oportunidades de cooperação entre as duas instituições, nomeadamente nas áreas de desenvolvimento e integração de sistemas de informação académica, governação das tecnologias de informação, formação em cibersegurança, gestão de dados e transformação digital, bem como no intercâmbio de docentes, técnicos e estudantes, investigação conjunta em tecnologias educacionais e organização de seminários e workshops.

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PROEDUCA SENSIBILIZA COMUNIDADES DAS ZONAS DO MACUTI E PALMEIRAS NA CIDADE DA BEIRA

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O Projecto ProEducA da Universidade Aberta ISCED (UnISCED) realizou nos dias 30 e 31 de Julho, nas zonas de Macuti e Praça da Independência na cidade da Beira, uma acção de sensibilização ambiental nas comunidades, com o objectivo de promover boas práticas de gestão de resíduos sólidos e incentivar a participação da comunidade na preservação do meio ambiente. O acto foi realizado através do Departamento de Extensão, em parceria com a Associação Tendesa Kura (ATK).

A sensibilização foi realizada com o intuito de reforçar a educação ambiental junto dos comerciantes e da população local, sensibilizando-os para a importância da deposição correcta dos resíduos, da higiene e limpeza dos espaços comerciais e da adopção de comportamentos ambientalmente responsáveis, contribuindo para uma cidade mais limpa, organizada e sustentável.

A actividade foi orientada pela coordenadora do Projecto ProEducA, Dra. Teresa Rungo, que destacou a importância da preservação partilhada do ambiente entre instituições e cidadãos  . tendo instando na ocasião, o envolvimento fundamental e activo da comunidade para melhorar a qualidade ambiental e promover o bem-estar colectivo.

Os activistas ambientais que fazem parte deste projecto, por seu turno, percorreram as áreas comerciais, estabelecendo um diálogo directo com os comerciantes. A equipa transmitiu orientações sobre a correcta gestão dos resíduos sólidos, a importância de manter os locais de venda limpos e organizados, o uso adequado dos recipientes de deposição de lixo e a necessidade de evitar o descarte de resíduos em locais impróprios.

Os comerciantes foram ainda incentivados a adoptar práticas sustentáveis no exercício das suas actividades, em reconhecimento  do seu papel na conservação dos espaços públicos e na promoção da saúde ambiental da comunidade.

A acção alcançou mais de 50 comerciantes, que receberam informações sobre boas práticas ambientais e foram encorajados a tornar-se agentes activos na promoção de uma cultura de limpeza, organização e preservação do meio ambiente.

Com esta iniciativa, o Projecto ProEducA reforça o seu compromisso com a educação ambiental e o desenvolvimento sustentável, aproximando-se das comunidades para promover mudanças de comportamento que contribuam para a melhoria da qualidade de vida e para a construção de uma cidade mais resiliente e ambientalmente responsável.

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UnISCED e Grupo FACUL estabelecem parceria estratégica para reforçar a formação pós-graduada na CPLP

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A Universidade Aberta ISCED (UnISCED) e o Grupo FACUL – Centro Académico Digital de Angola, formalizaram esta Quarta-feira, 29 de Julho de 2026, um Protocolo de Parceria que estabelece um quadro de cooperação estratégica para a promoção, distribuição e desenvolvimento de programas de formação avançada nos países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O acordo foi assinado, em Maputo, pelo Reitor da UnISCED, Professor Doutor Martins dos Santos Vilanculos Laita e pelo Presidente do Conselho de Administração do Grupo FACUL, Dr. Venceslau Eduardo Andrade Pascoal, marcando o início de uma colaboração orientada para a expansão do acesso ao ensino superior e à formação especializada através de modelos presenciais e, sobretudo, de educação aberta e à distância.

No âmbito do protocolo, a UnISCED assumirá a responsabilidade académica pela concepção e leccionação de cursos de curta duração, especializações, programas de mestrado e doutoramento, enquanto o Grupo FACUL será responsável pela promoção, comercialização, distribuição, gestão administrativa e apoio aos estudantes no território angolano. A parceria contempla igualmente a realização conjunta de congressos, conferências, palestras e outras iniciativas científicas, educativas e culturais.

Entre os principais objectivos da cooperação destacam-se o diagnóstico das necessidades de formação em Angola, Moçambique e demais países da CPLP, o desenvolvimento de respostas académicas ajustadas às exigências do mercado e o fortalecimento das redes de investigação e inovação, promovendo a produção e a difusão do conhecimento científico.

Com uma vigência inicial de cinco anos, automaticamente renovável, o protocolo representa um passo estratégico na internacionalização da UnISCED e no reforço da cooperação académica entre Moçambique e Angola, contribuindo para a democratização do acesso ao ensino superior de qualidade, a mobilidade do conhecimento e a formação de profissionais altamente qualificados para responder aos desafios do desenvolvimento sustentável da região e do espaço lusófono.

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