ESTÁ EM

A INFLUÊNCIA DA LINGUAGEM NA COMUNICAÇÃO HUMANA

Vagas de emprego em aberto

Desvendando os Mistérios da Linguagem

O texto examina o debate levantado por Andy Clark sobre o papel da linguagem na computação humana, sustentando que a linguagem transcende a mera função comunicação que a ela é atribuída. Clark (1998) argumenta que a linguagem não é meramente um canal para transferência de informações, mas exerce uma influência substancial na estrutura, organização, aprendizagem e pensamento humano. Inspirado nas teorias de Lev Vygotsky, Clark propõe que a linguagem não apenas facilita a comunicação, mas também orienta acções e pensamentos, moldando directamente o comportamento e a cognição humanas.

No entanto, o texto também apresenta uma crítica à perspectiva de Clark, citando os argumentos de Birgitt Flohr (1989), que sugere que a linguagem é um produto da interação entre a mente humana e o ambiente externo. Segundo essa visão, a linguagem não exerce um impacto direto na mente, mas serve como um meio para a transmissão de ideias e conhecimentos.

Clark rebate essa crítica reafirmando sua posição de que a linguagem reconfigura o espaço computacional do cérebro humano (Clark, 1998). Ele defende que a linguagem complementa as actividades mentais, fornecendo recursos que não estão disponíveis apenas através dos processos mentais internos.

Resumindo, enquanto Clark sustenta que a linguagem desempenha um papel activo na computação humana, neste artigo, é essa visão, argumentando que a linguagem é apenas um meio de comunicação e pensamento, sem exercer uma influência directa sobre as actividades mentais. O debate sobre essa relação entre linguagem e mente continua, alimentando uma discussão contínua na literatura científica.

Clica aqui para ver o artigo completoarrow_forward

ESTÁ EM

IMPACTO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NAS UNIVERSIDADES MOÇAMBICANAS: DESAFIOS E OPORTUNIDADES

Vagas de emprego em aberto

Desafios e Oportunidades da Inteligência Artificial no Ensino Superior em Moçambique: Um Estudo Exploratório

A introdução deste estudo destaca os desafios enfrentados pelo ensino superior em Moçambique devido ao surgimento e rápido desenvolvimento da inteligência artificial (IA). A IA tem impacto significativo na educação, apresentando tanto oportunidades quanto desafios para as universidades moçambicanas. Este estudo explora os desafios relacionados à integração da IA e seu impacto nos processos educacionais e nos estudantes. O referencial teórico aborda conceitos básicos de IA e ensino superior, além de revisar a literatura existente sobre o assunto. Tópicos como o impacto da IA na educação, mudança de papéis de professores e estudantes, desafios éticos e de protecção de dados, bem como impacto na estrutura curricular e processos administrativos, são discutidos. A metodologia qualitativa empregada inclui entrevistas com gestores universitários em Moçambique, que desempenham papel central na adopção e implementação da IA. A análise de conteúdo das entrevistas identifica os principais desafios enfrentados pelos gestores. O estudo relaciona as descobertas com a literatura existente, identificando estratégias para enfrentar esses desafios. Uma discussão final destaca os principais resultados, implicações práticas e limitações do estudo, além de sugerir áreas para futuras pesquisas sobre os desafios do ensino superior em Moçambique diante da emergência da IA.

Desafios do Ensino Superior em Universidades Moçambicanas

O acesso limitado à tecnologia e infraestruturas adequadas é um desafio fundamental enfrentado pelas universidades moçambicanas no contexto da Inteligência Artificial (IA). A falta de recursos técnicos, como computadores e acesso à internet, pode levar a desigualdades no ensino superior, prejudicando a adopção efectiva da IA. Para superar esse desafio, é crucial que as universidades invistam em infraestruturas tecnológicas e garantam acesso igualitário à tecnologia.

A formação adequada dos professores é essencial para a integração efectiva da IA no ensino superior. A falta de treinamento específico dificulta a adopção da IA pelos professores em Moçambique. Portanto, é necessário que as universidades ofereçam programas de treinamento contínuo e recursos de aprendizagem para capacitar os professores nas habilidades necessárias.

O rápido desenvolvimento da IA requer um ajuste contínuo dos currículos académicos. As universidades em Moçambique devem trabalhar com especialistas em IA para revisar e actualizar os currículos, garantindo que os estudantes tenham as habilidades necessárias para aproveitar as oportunidades oferecidas pela IA.

O uso de IA no ensino superior levanta questões éticas e de privacidade, como a colecta e análise de dados dos estudantes. É essencial que as universidades estabeleçam políticas claras para proteger os dados dos estudantes e promover o uso ético da IA. Além disso, é importante envolver os estudantes e a comunidade académica em discussões sobre ética e privacidade da IA para promover a conscientização e transparência nas práticas empregadas.

Integração Responsável da Inteligência Artificial no Ensino Superior de Moçambique: Benefícios, Desafios e Estratégias

A implementação da Inteligência Artificial (IA) no ensino superior em Moçambique traz benefícios significativos, como a melhoria dos processos educacionais, a personalização da aprendizagem e a automação de tarefas administrativas. A IA permite a adaptação das aulas às necessidades individuais dos alunos, proporcionando um ambiente de aprendizagem mais inclusivo e eficaz. No entanto, enfrenta desafios relacionados ao acesso à infraestrutura tecnológica adequada, à capacitação e actualização dos docentes, à revisão curricular e à ética e privacidade na utilização da IA. Para superar esses desafios, é necessário investir em infraestrutura tecnológica, oferecer capacitação contínua aos professores, revisar os currículos acadêmicos e estabelecer políticas éticas claras. Assim, a IA pode ser integrada de forma responsável e ética no ensino superior em Moçambique, contribuindo para uma educação de qualidade e inclusiva.

Desafios da Implementação da Inteligência Artificial no Ensino Superior em Moçambique: Infraestrutura, Capacitação, Currículo e Ética

O acesso limitado à infraestrutura tecnológica, a falta de capacitação docente, a adaptação curricular e as preocupações éticas e de privacidade são desafios significativos enfrentados pelas universidades moçambicanas na implementação efectiva da Inteligência Artificial (IA) no ensino superior. A falta de recursos financeiros e infraestruturas robustas para suportar a IA cria grandes obstáculos. Para superar esses desafios, sugere-se aumentar o financiamento para pesquisa em IA, promover a colaboração entre organizações, desenvolver programas de formação para docentes, revisar os currículos académicos e estabelecer políticas claras de ética e privacidade. A implementação bem-sucedida da IA requer um esforço conjunto de instituições de ensino superior, governos e partes interessadas. Este estudo, embora baseado em entrevistas com gestores universitários, destaca a necessidade de pesquisas futuras explorarem esses desafios sob diferentes perspectivas e utilizando metodologias complementares.

Conclusão 

O surgimento da Inteligência Artificial (IA) apresenta desafios e oportunidades para o ensino superior nas universidades moçambicanas, incluindo acesso limitado à tecnologia, falta de formação de professores, necessidade de adaptação curricular e preocupações éticas. No entanto, a IA também oferece benefícios, como melhoria dos processos educacionais, personalização do aprendizado e automatização de tarefas administrativas. Para enfrentar esses desafios, as universidades precisam investir em infraestrutura tecnológica, fornecer treinamento de professores, revisar currículos e estabelecer políticas de ética e privacidade. A colaboração entre universidades, empresas e governos é essencial para impulsionar a adopção efectiva da IA no ensino superior, permitindo que as universidades moçambicanas liderem a inovação educacional e contribuam para o desenvolvimento socioeconómico do país.

Clica aqui para ver o artigo completoarrow_forward

ESTÁ EM

AVALIAÇÃO POR PARES EM CONTEXTO DE ENSINO HÍBRIDO

Vagas de emprego em aberto

Aprendizagem no ensino híbrido

O processo de ensino e aprendizagem consiste na verificação dos níveis de retenção/aquisição do conhecimento pelos estudantes, para que se possa reforçar a metodologia em uso por forma a obter melhores resultados de aprendizagem e verificar a forma como os estudantes caminham rumo às metas.

No processo de ensino e aprendizagem, a avaliação pode ser diagnóstica, formativa ou sumativa. A avaliação diagnóstica visa apurar os conhecimentos prévios que o estudante tem sobre determinado conteúdo para melhor planificar a integração do conteúdo novo (Lagarto, 2009). A avaliação formativa acompanha todo o percurso do estudante na disciplina, para verificar se está alinhado aos resultados de aprendizagem, se não estiver deve ser orientado. E por fim, a avaliação sumativa visa indicar se o estudante está apto a transitar para a etapa seguinte, acto que acontece no fim do período de estudos pré-definidos. (Marques, Deusa, & Barbosa, 2017).O ensino híbrido tem ao seu dispor diversos instrumentos de avaliação que podem ser explorados pelo professor para garantir uma maior dedicação dos estudantes nas actividades, impactando positivamente na aprendizagem dos mesmos (Spinardi & Both, 2018). Entretanto, a avaliação pode criar desconforto para os professores e estudantes, quando for concebida como um meio de repreensão ou simples formalidade. Contudo, pode se tornar um meio de impulsionar a aprendizagem quando visa incentivar a reflexão constante nas práticas educativas e no desenho de novas metodologias de aprendizagem. (Soffner, 2010).

Avaliação por pares

Mattar (2017) esclarece que a avaliação por pares é caracterizada pelo envolvimento dos estudantes no processo. Ou seja, os estudantes são avaliadores de outros estudantes. O autor considera este tipo de avaliação como uma “metodologia activa”. Para Nicol, Thomson e Breslin (2014), o tipo de avaliação que inclui o envolvimento dos estudantes a partir de critérios predefinidos (pelo professor), fazem reflexão do próprio desempenho em relação aos mesmos critérios, promovendo, assim, a autonomia na aprendizagem. 

Uma das vantagens da avaliação por pares, é o facto de os estudantes puderem aprender com os erros e sucessos dos colegas, quando estes conseguem alcançar (ou não) e demonstram competências previstas naquela actividade, como também pelos erros dos colegas e compreender a natureza dos critérios de avaliação do docente. Ou seja, a avaliação por pares é uma actividade colaborativa que ocorre entre pelo menos dois pares.

Avaliação por pares na modalidade online

Na modalidade, a avaliação por pares é antecedida pela configuração (feita pelo docente) das informações de envio, a rubrica de avaliação que será utilizada pelos estudantes. Feita a configuração, os estudantes enviam os trabalhos e são avaliados pelos pares (colegas). A seguir é calculada a nota resultante da  ponderação de cada item. 

Este procedimento flexibiliza o trabalho do docente que, além das vantagens da plataforma MOODLE, como a possibilidade que esta dá aos estudantes de anexar os trabalhos ou avaliar no momento que for mais conveniente, permite a automatização do processo de avaliação. Em particular, a ferramenta ocupa-se das actividades críticas como a criação dos grupos de avaliação (quem avalia quem) e o cálculo da nota. Para além de que o docente dispõe de mais tempo para acompanhar os estudantes ao longo do processo avaliativo, monitorando para que decorra sem grandes constrangimentos. 

Aplicação da avaliação por pares

Feita a análise da aplicação da modalidade do ensino híbrido (presencial e online através da plataforma moodle), os resultados provaram que a avaliação por pares tem um grande impacto pedagógico, trazendo resultados significativos aos estudantes.

Quanto ao teste, notou-se que tem um efeito relevante no melhoramento das mesmas, validando a hipótese H1 Este resultado é confirmado pelas respostas dos estudantes que mostram que aprendem avaliando os colegas e ao serem avaliados, tendo um impacto positivo no processo de ensino e aprendizagem com o melhoramento da qualidade do trabalho, contribuindo para o desenvolvimento de capacidades reflexivas e críticas. 

O estudo mostra que mais do que a nota da avaliação, os maiores benefícios evidenciados pelos estudantes estão relacionados ao processo de providenciar e receber o feedback, enriquecendo a abordagem de todos os intervenientes. 

Quanto às insatisfações apresentadas pelos estudantes, em relação à imparcialidade das avaliações, estas podem ser minimizadas com o uso do anonimato no processo, facto que irá reduzir o tempo de avaliação e melhorar a capacidade de provisão de feedback aos colegas. A  avaliação por pares apresenta um enorme potencial pedagógico no ensino híbrido, por se enquadrar nas metodologias activas, e a sua relevância se fortalece quando se utiliza o recurso “Laboratório de Avaliação” da plataforma MOODLE. 

Clica aqui para ver o artigo completoarrow_forward

ESTÁ EM

ESTUDO BIBLIOMÉTRICO SOBRE A LITERATURA RELACIONADA À COVID-19 EM MOÇAMBIQUE DURANTE O ESTADO DE EMERGÊNCIA E CALAMIDADE PÚBLICA

Vagas de emprego em aberto

Com a eclosão da Covid-19, Moçambique, como um representante da África Austral, teve sua própria trajectória na produção científica relacionada à doença pandêmica. Estudos anteriores já apontavam para o crescimento de produções científicas em nações africanas (Confraria & Godinho, 2015), e a COVID-19 veio solidificar esse crescimento. Estudo revela que Moçambique apresentou o maior número de documentos académicos sobre o tema, seguido pelos Estados Unidos (EUA), Kosovo, África do Sul, Canadá, Austrália, Portugal e outros países. 

Os países envolvidos no estudo da COVID-19 em Moçambique são parcialmente os principais parceiros comerciais (Ministry of Industry and Commerce, 2016) e talvez locais onde existem estudantes moçambicanos de pós-graduação internacional que estão a escrever sobre a pandemia no seu país natal. Alguns estudos envolveram vários países, incluindo Moçambique (Brooke et al., 2020; Cortesi et al., 2022; Meta et al., 2021). Muitas publicações eram provenientes da Universidade Eduardo Mondlane (UEM), do Instituto Nacional de Saúde (INS) e da Universidade Lúrio, de Moçambique, e de instituições estrangeiras como a Universidade Sul-Africana de Witwatersrand, entre outras. Existiram também publicações do Instituto Superior Moçambicano de Ciências e Educação a Distância (ISCED), agora Universidade Aberta ISCED (UnISCED).

Em 24 de Julho de 2022, Moçambique tinha 114 publicações académicas sobre COVID-19 indexadas no Dimensions. As publicações começaram em Abril de 2020 e nunca cessaram. O mês de início coincide com o período logo após o primeiro caso, a 22 de Março de 2020 (Buanango & de Oliveira, 2020; Catsossa, 2020; Mastala et al., 2020; Mulhaisse et al., 2020; Sumbana et al., 2020), e a declaração do Presidente do Estado de Emergência (Nyusi, 2020b). Devido aos meios de comunicação social internacionais, a COVID-19 já era bem conhecida em Moçambique, e havia pânico à medida que a doença se aproximava, entrando no continente a 14 de Fevereiro de 2020 através do Egipto (Buanango & de Oliveira, 2020; Giordani et al., 2021; Sumbana et al., 2020) e na África subsaariana através da Nigéria a 27 de Fevereiro (Catsossa, 2020; Mulhaisse et al., 2020; Sumbana et al., 2020), e chegando à vizinha África do Sul no início de Março de 2020 (Sumbana et al., 2020). 

Clica aqui para ver o artigo completoarrow_forward

Boletim Informativo

Quer receber as novidades da UnISCED no seu e-mail? Subscreva-se no nosso Boletim Informativo (Newsletter). É grátis, rápido e fácil. Você só precisa inserir o seu e-mail no formulário e enviar.